quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Decepção/Superação


Feche os olhos e sinta o sabor amargo da decepção. Olhe nos olhos de quem lhe decepcionou e conceda-lhe o perdão.
Acolha quem te rejeita, abrace quem te esnoba, sorria para quem te despreza, ajude quem te feriu. Afinal, a vida tem tantos motivos para viver-mos felizes.
Então, para quê se preocupar com coisas que não vão contribuir para o seu crescimento?
Existem momentos em que provamos a doçura da vitória. Mas, é preciso estar preparado para sentir o terrível gosto da derrota.
Uma decepção pode te destruir, ou, pode te exaltar, pois, dependerá da forma de como você vai usar-la.
O fenômeno “RAM” que possuímos, ele jamais apagará os momentos felizes e, nem tão pouco, os momentos de tristezas. Em todos os momentos difíceis jamais devemos agir como “Homo bios”, mas sim, como “Homo sapiens”.
Use as lágrimas para irrigar o jardim da tolerância, o medo para fortalecer as paredes da coragem. Aprenda a aceitar um “Não”. Nem sempre a vida vai te dizer “Sim”.
A vida é um teatro espetacular, onde somos protagonista do nosso roteiro, e, interpretamos um papel que não nos permite ensaiar. Devemos aprender a improvisar bem, sendo assim, iremos fazer o melhor papel de ator num filme real.

Escrito por: Adriano Santos

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Quantas vezes?


Quantas vezes você foi embora querendo ficar?
Quantas vezes você falava que não estava nem ai, mas chorava por dentro?
Quantas vezes você não falava por orgulho e isso dilacerava seu coração?
Quantas vezes você disse: Eu te odeio. Quando na verdade seu coração gritava dizendo: Eu te amo?
Quantas vezes seus olhos não derramaram um pingo de lágrimas, mas seu coração transbordava de tanta tristeza?
Quantas vezes você pensava em não pensar em alguém e esse alguém não saia da sua cabeça?
Quantas vezes você foi dormir abraçado (a) com o travesseiro com o pensamento na pessoa que você mais queria que estivesse ali, do seu lado? 


Quantas vezes?

Escrito por: Adriano Santos

Às vezes o que falta é um pouco de atenção.

(Imagem ilustrativa)
 
No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:
- Quantos rins nós temos?
- Quatro! Responde o aluno.
- Quatro? Replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos.
- Tragam um feixe de capim, pois temos um asno na sala, ordena o
professor a seu auxiliar.
- E para mim um cafezinho! Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.
O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. O aluno era
Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), o 'Barão de Itararé'. Ao sair da
sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:
- O senhor me perguntou quantos rins 'NÓS TEMOS'. 'NÓS' temos quatro:
dois meus e dois seus. 'NÓS' é uma expressão usada para o plural.Tenha
um bom apetite e delicie-se com o capim.

Moral da História:
A VIDA EXIGE MUITO MAIS COMPREENSÃO DO QUE CONHECIMENTO.
Às vezes as pessoas, por terem um pouco a mais de conhecimento ou acreditarem que o tem, se acham no direito de subestimar os outros...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A última carta


Um amoroso pai de família, dias antes de ser hospitalizado, enviou, pela Internet, uma carta a seus filhos, com a seguinte mensagem:

"Filhos amados.

Quando as coisas estiverem difíceis, abram bem os olhos e busquem o céu.

Vejam como é imenso.

Olhem a natureza e percebam como ela é incrivelmente linda, em cada detalhe.

Olhem as cidades, seus prédios, os carros, e notem tudo o que a vontade do homem já foi capaz de produzir.

Sintam que cada um de vocês faz parte da criação de Deus.

Que cada um integra a própria natureza.

E que cada um também tem de construir e de alterar um pouco de sua própria cidade.

Percebam que vocês, aqui e agora, fazem parte de uma sociedade que constrói um mundo novo.

Apesar da sensação de pequenez diante da grandeza do universo, e embora, por vezes, vocês se sintam sozinhos e sem forças, na verdade, cada um é importante e necessário na sinfonia da vida.

O amor e a alegria de vocês produzem uma energia única, capaz de transformar o meio em que vivem e as pessoas que os cercam.

Cada um pode levar mais luz ao caminho que palmilha, por intermédio de seu sorriso e de seu trabalho.

E assim, pode iluminar outras vidas e enternecer outros seres.

Não esperem que o mundo, que os outros façam algo por vocês.

Respirem fundo e pensem: ‘o que eu posso fazer pelo mundo?’

O que posso fazer pelos outros?

Nunca esqueçam que cada um colhe aquilo que plantou.

Que os espinhos que hoje nos ferem as mãos são o resultado de uma semeadura equivocada do passado, próximo ou não.

Se desejam uma estrada ladeada de flores, é preciso que elas sejam semeadas desde agora, por cada um de vocês.

Acreditem: Deus está presente em tudo e em toda parte.

Um dia a própria ciência humana, ainda tão limitada, será capaz de admitir e de comprovar essa valiosa verdade."

Embora seu corpo físico não tenha resistido à doença que subitamente o atingiu, as palavras de amor e de fé daquele pai ainda ecoam no coração daqueles que o amam.

Foi sua última carta.

Uma mensagem estimulando seus amores ao caminho do bem, na direção do Criador.

***

A fragilidade de nossa existência corpórea não nos permite ter certeza de que nossos olhos se abrirão na próxima manhã.

Não sabemos quando será o nosso momento de partir para o outro plano da vida.

Talvez ele tarde, talvez não.

Quem sabe se as palavras que dissemos há pouco não foram as últimas desta existência?

Como saber se o "até logo" com que nos despedimos de nossos amores, minutos atrás, não foi o último adeus que esta vida nos ofereceu?

Por isso, despeça-se sempre com palavras de carinho e de otimismo.

Aproveite todas as oportunidades que tiver para transmitir mensagens positivas a quem quer que seja.

Dê bons exemplos e seja coerente em suas atitudes.

Diga àqueles que lhe são caros, sempre que possível, o quanto os ama e como eles são importantes para você.

Um dia, mais cedo ou mais tarde, inevitavelmente, a partida será real e então, as lágrimas serão decorrentes da saudade e não do arrependimento pelas oportunidades desperdiçadas.

Só queria atenção!

( Imagem Ilustrativa )
- Papai, brinca comigo?
- Hoje não da filho estou estudando para fazer uma prova.

No outro dia...

- Papai brinca comigo.
- Filho não me enche o saco, já falei que não posso!

Depois de um tempo aquele pai passou para a prova que desejava e tornou-se Policial Militar.
O tempo foi passando, e as coisas continuaram da mesma forma..

- Oi pai, tudo bom? me leva numa festa?
- Não filho, eu vou estar ocupado.
- Por favor pai.
- Não me enche o saco já falei que não tenho tempo!

E os anos foram rapidamente se passando, e aquele pai nem percebeu q seu filho crescia cada vez mais.

Aquele pai, agora um policial respeitado, em um dia, numa certa perseguição, no calor, na correria, ele atinge um dos assaltantes, encapuzado, de forma certeira.. Em cheio.

Então ele foi correndo até lá, quando viu que os comparsas do atingido tinham corrido. E ao chegar lá e tirar o capuz que o suspeito usava, teve uma surpresa. Ele viu que o assaltante era seu próprio filho.
E então olhando em seus olhos, seu filho disse:

- É pai, foi difícil mas consegui fazer você ter tempo pra mim. Pena que essa será a única vez. Suspirou... E se foi.

E só naquele momento aquele pai notou o quanto errou com seu filho, lembrou de cada momento que esteve ao lado de seu filho e nunca o disse te amo. E chorou..

Não permita que as coisas materiais ou sonhos, roubem o tempo das coisas mais importantes de sua vida, sua família!

Ame, cuide, dê atenção, antes que elas vão embora.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O valor de um sorriso


Não custa nada e rende muito...

Enriquece quem o recebe, sem empobrecer quem o dá.

Dura somente um instante, mas seus efeitos perduram para sempre.

Ninguém é tão rico que dele não precise. E ninguém é tão pobre que não o possa dar a todos.

Leva a felicidade a muita gente e a toda parte.

É o símbolo da amizade, da boa vontade. É alento para os desanimados; repouso para os cansados; raio de sol para os tristes; consolo para os desesperados.

Não se compra nem se empresta.

Nenhuma moeda do mundo pode pagar seu valor.

Você já sabe do que se trata?

Trata-se do sorriso.

E não há ninguém que precise tanto de um sorriso, como aqueles que não sabem mais sorrir.

Aqueles que perderam a esperança...

Os que vagueiam sem rumo...

Os que não acreditam mais que a felicidade é algo possível...

É tão fácil sorrir! Tudo fica mais agradável se em nossos lábios houver um sorriso.

Tudo fica mais fácil se houver nos lábios dos que convivem conosco um sorriso sincero.

Alguns de nós pensamos que só devemos sorrir para as pessoas com as quais simpatizamos.

São tantas as que cruzam o nosso caminho diariamente... Algumas com o cenho carregado por levar no íntimo as amarguras da caminhada áspera.

Poderemos colaborar com um sorriso aberto, no mínimo, para que essa pessoa se detenha e perceba que alguém lhe sorri, já que o sorriso é um alento.

O sorriso é uma arma poderosa, da qual nos podemos servir em todas as situações.

Se ao levantarmos pela manhã, cumprimentarmos os familiares com um largo sorriso, nosso dia certamente será melhor, mais alegre.

Se ao entrarmos no elevador saudarmos com um sorriso os que seguem conosco, ao invés de fecharmos o rosto e olharmos para cima ou para baixo, na tentativa de desviar os olhares, com certeza o nosso dia será mais feliz. Porque, todos nos verão com simpatia e nos endereçarão energias salutares.

O sorriso é sempre bom para quem sorri e melhor ainda para quem o recebe.

O sorriso tem o poder de fazer mais amena a nossa caminhada.

Dessa forma, se não temos o hábito de levar a vida sorrindo, comecemos a cultivá-lo, e veremos que sem que mude a situação à nossa volta, nós, intimamente, nos sentiremos mais felizes.

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Você sabia que o cenho carregado, ou seja, a "cara amarrada", como se costuma dizer, traz ao corpo um desgaste maior que o promovido pelo sorriso? Isto quer dizer que, quando sorrimos, utilizamos menos músculos e fazemos menos esforços. Assim sendo, até por uma questão de economia, é mais vantajoso sorrir.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A alegria do trabalho


Um grande pesquisador da alma humana, interessado em estudar os sentimentos alimentados no íntimo de cada ser, resolveu iniciar sua busca junto àqueles que estavam em pleno exercício de suas profissões.

Dirigiu-se, então, a um edifício em construção e ali permaneceu por algum tempo a observar cada um daqueles que, de uma forma ou de outra, faziam com que um amontoado de materiais fossem tomando forma de um arranha-céu.

Depois de observar cuidadosamente, aproximou-se de um dos pedreiros que empurrava um carrinho de mão, cheio de pedras e lhe perguntou:

Poderia me dizer o que está fazendo?

O pedreiro, com acentuada irritação, devolveu-lhe outra pergunta:

O senhor não está vendo que estou carregando pedras?

O pesquisador andou mais alguns metros e inquiriu a outro trabalhador que, como o anterior, também empurrava um carrinho repleto de pedras:

Posso saber o que você está fazendo?

O interpelado respondeu com presteza:

Estou trabalhando, afinal, preciso prover meu próprio sustento e da minha família.

Mais alguns passos e o estudioso acercou-se de outro trabalhador e lhe fez a mesma pergunta.

O funcionário soltou cuidadosamente o carrinho de pedras no chão, levantou os olhos para contemplar o edifício que já contava com vários pisos e, com brilho no olhar, que refletia seu entusiasmo, falou:

Ah, meu amigo! eu estou ajudando a construir este majestoso edifício!

* * *

Neste relato singelo, encontramos motivos de profundas reflexões acerca do trabalho.

Em primeiro lugar, devemos entender que o trabalho não é castigo: é bênção. Deve, por isso mesmo, ser executado com prazer.

E o meio de conseguirmos isso consiste em reduzir o quanto possível o cunho egoístico de que o mesmo se reveste em nosso meio.

O trabalho é lei da natureza, mediante a qual o homem forja o próprio progresso, desenvolvendo as possibilidades do meio ambiente em que se situa, ampliando os recursos de preservação da vida.

Desde as imperiosas necessidades de comer e beber, defender-se das intempéries até os processos de garantia e preservação da espécie, o homem se vê compelido à obediência à Lei do trabalho.

O trabalho, no entanto, não se restringe apenas ao esforço de ordem material, física mas, também, intelectual, pelo labor desenvolvido, objetivando as manifestações da cultura, do conhecimento, da arte, da ciência.

Dessa forma, meditemos no valor do trabalho, ainda que tenhamos que enfrentar tantas vezes um superior mal humorado, um subalterno relapso, porque as Leis Divinas nos situam exatamente onde necessitamos. No lugar certo, com as pessoas certas, no momento exato.

Convém que observemos a natureza e busquemos imitá-la, florescendo e produzindo frutos onde Deus nos plantou.

E, se alguém nos perguntar o que estamos fazendo, pensemos bem antes de responder, pois da nossa resposta depende a avaliação que as leis maiores farão de nós.

Será que estamos trabalhando com o objetivo de enriquecer somente os bolsos, ou pensamos em enriquecer também o cérebro e o coração?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
Mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido juntos e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.

Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

( Carlos Drummond de Andrade )

Sossega, coração!



Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.
Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperança a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo.
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!

Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme. 

( Fernando Pessoa )

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A verdadeira amizade


Você já parou para pensar sobre o que é a verdadeira amizade?

A palavra amigo é usada de maneira muito ampla pela maioria de nós.

Apresentamos como amigos os colegas de escola ou de faculdade; os colegas de trabalho, os amigos que conosco praticam esporte, ou aqueles com quem nos relacionamos em várias atividades.

E é bom que assim seja, pois ao chamarmos de amigos, de alguma forma os aceitamos, e passamos a tentar conviver bem com eles.

Mas será que esses são os nossos verdadeiros amigos? Será que nós somos os verdadeiros amigos dessas pessoas?

Nossos verdadeiros amigos têm uma real conexão conosco. São aqueles que realmente gostam de nós e de quem nós gostamos verdadeiramente.

O verdadeiro amigo nos aceita como somos, mas não deixa de nos dar conselhos para que mudemos, sempre para melhor. E nós aceitamos esses conselhos porque sabemos que vêm de quem se importa conosco.

O verdadeiro amigo se alegra com nossas alegrias, com nossos sucessos, e torce pela realização de nossos sonhos.

O verdadeiro amigo preocupa-se quando estamos tristes e, frente a situações difíceis para nós, está sempre disposto a ajudar.

O verdadeiro amigo não precisa estar presente em nossas vidas todos os dias, mas sabemos que está ao nosso alcance quando sentirmos saudades, quando quisermos saber se ele está bem, ou quando precisarmos dele.

Distâncias não encerram amizades sólidas, em uma época onde a comunicação é tão fácil. Mas, mesmo sem um contato constante, o sentimento de afeto não se abala.

É do livro O pequeno príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, a famosa frase: Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.

Se cativamos um amigo, então somos responsáveis por essa amizade. Devemos saber retribuir as atenções e o carinho recebidos, com a mesma dedicação.

Afinal, a real amizade é como uma estrada de duas mãos: nos dois sentidos os sentimentos são semelhantes.

Com o verdadeiro amigo temos a chance de praticar o real amor para com o próximo, ainda tão difícil de praticar com todos, como Jesus recomendou.

Temos a chance de praticar o perdão, pois nosso caro amigo tem o direito de errar como qualquer ser humano o tem. E, se errar conosco, que o perdoemos, pois amanhã talvez sejamos nós a pedir perdão.

Jesus e Seus apóstolos formaram um grupo de dedicados amigos. Muitos deles, sem se conhecerem previamente, desenvolveram, naqueles curtos três anos da pregação do Mestre, uma amizade que duraria até o fim de suas vidas.

Quando, após a morte de Jesus, se viram aparentemente sozinhos, ajudaram-se mutuamente, deram forças uns aos outros para a dura missão que teriam pela frente.

Amigos são verdadeiros presentes que Deus nos dá. Muitas vezes são antigos companheiros de jornada que reencontramos, para que continuemos juntos, nos apoiando nesta nova caminhada.

Não busquemos quantidade, mas, sim, a qualidade, certos de que a verdadeira amizade deve ser cultivada e cuidada como algo de real valor em nossa vida, algo que não nos pode ser tirado, e que levaremos conosco eternamente.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A dor do abandono


Era uma manhã de sol quente e céu azul quando o humilde caixão contendo um corpo sem vida foi baixado à sepultura.

De quem se trata? Quase ninguém sabe.

Muita gente acompanhando o féretro? Não. Apenas umas poucas pessoas.

Ninguém chora. Ninguém sentirá a falta dela. Ninguém para dizer adeus ou até breve.

Logo depois que o corpo desocupou o quarto singelo do asilo, onde aquela mulher havia passado boa parte da sua vida, a moça responsável pela limpeza encontrou em uma gaveta ao lado da cama, algumas anotações.

Eram anotações sobre a dor...

Sobre a dor que alguém sentiu por ter sido abandonada pela família num lar para idosos...

Talvez o sofrimento fosse muito maior, mas as palavras só permitem extravasar uma parte desse sentimento, grafado em algumas frases:

Onde andarão meus filhos?

Aquelas crianças ridentes que embalei em meu colo, alimentei com meu leite, cuidei com tanto desvelo, onde estarão?

Estarão tão ocupadas, talvez, que não possam me visitar, ao menos para dizer olá, mamãe?

Ah! Se eles soubessem como é triste sentir a dor do abandono... A mais deprimente solidão...

Se ao menos eu pudesse andar... Mas dependo das mãos generosas dessas moças que me levam todos os dias para tomar sol no jardim... Jardim que já conheço como a palma da minha mão.

Os anos passam e meus filhos não entram por aquela porta, de braços abertos, para me envolver com carinho...

Os dias passam... e com eles a esperança se vai...

No começo, a esperança me alimentava, ou eu a alimentava, não sei...

Mas, agora... como esquecer que fui esquecida?

Como engolir esse nó que teima em ficar em minha garganta, dia após dia?

Todas as lágrimas que chorei não foram suficientes para desfaze-lo.

Sinto que o crepúsculo desta existência se aproxima...

Queria saber dos meus filhos... dos meus netos...

Será que ao menos se lembram de mim?

A esperança, agora, parece estar atrelada aos minutos... que a arrastam sem misericórdia... para longe de mim.

Às vezes, em meus sonhos, vejo um lindo jardim...

É um jardim diferente, que transcende os muros deste albergue e se abre em caminhos floridos que levam a outra realidade, onde braços afetuosos me esperam com amor e alegria...

Mas, quando eu acordo, é a minha realidade que eu vejo... que eu vivo... que eu sinto...

Um dia alguém me disse que a vida não se acaba num túmulo escuro e silencioso. E esse alguém voltou para provar isso, mesmo depois de ter sido crucificado e sepultado...

E essa é a única esperança que me resta...

Sinto que a minha hora está chegando...

Depois que eu partir, gostaria que alguém encontrasse essas minhas anotações e as divulgasse.

E que elas pudessem tocar os corações dos filhos que internam seus pais em asilos, e jamais os visitam...

Que eles possam saber um pouco sobre a dor de alguém que sente o que é ser abandonado...

***

A data assinalada ao final da última anotação, foi a data em que aquela mãe, esquecida e só, partiu para outra realidade.

Talvez tenha seguido para aquele jardim dos seus sonhos, onde jovens afetuosos e gentis a conduzem pelos caminhos floridos, como filhos dedicados, diferentes daqueles que um dia ela embalou nos braços, enquanto estava na terra.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O bom Pastor


Era uma vez um casal de ateus que tinha uma filha menor.

Os pais, por não acreditarem em Deus, nem em Jesus, jamais falaram sobre o assunto com a menina.

Ela nunca havia visto nem ouvido nada que se referisse ao Sublime Galileu, o bom Pastor.

Numa noite de temporal, um raio caiu sobre a casa e fulminou os pais diante dos olhos assustados da pequena, que tinha seis anos de idade naquela época.

A menina não tinha nenhum parente ou amigo que a acolhesse e por isso foi encaminhada para a adoção.

Em pouco tempo ela ganhou um novo lar.

Sua mãe adotiva, por ser cristã dedicada, levou-a ao templo religioso para que a mocinha conhecesse as leis de Deus e ouvisse falar de Jesus de Nazaré, o mestre que veio à terra para ensinar o caminho que conduz ao pai.

Antes de entregar a criança à evangelizadora, a mãe teve o cuidado de explicar que a menina jamais havia escutado falar de Jesus e que ela, por favor, tivesse paciência.

O Natal estava próximo e, justo naquele dia, a aula seria sobre Jesus.

A moça, após receber todas as crianças com muito carinho e fazer a prece inicial, projetou uma imagem de Jesus na tela e perguntou a todos:

"Alguém sabe quem é esta figura?"

A menina foi a primeira a levantar o braço e falar com alegria:

Eu sei, eu sei, tia! Esse é o homem que estava segurando na minha mão na noite em que meus pais morreram..."

Jesus é o amigo invisível que nos sustenta nas horas mais difíceis da jornada.

Como um Bom Pastor, ele conhece e vela por todas as suas ovelhas, independente de credo ou religião.

Estrela de primeira grandeza, pode abarcar com Seu olhar de luz toda a humanidade e balsamizar com Seu amor as dores mais cruéis.

Divino Amigo, está sempre atento aos apelos mais secretos vindos de corações dilacerados.

Médico das almas socorre aos primeiros gemidos, todos aqueles que O buscam com sinceridade.

Irmão Maior, sabe entender e tolerar a rebeldia dos irmãos menores.

Mestre por excelência, não se cansa de ensinar as lições nobres que nos libertarão da ignorância e nos conduzirão a mundos celestes, nas muitas moradas da casa do Pai, que Ele mesmo está preparando para todos nós.

Companheiro dedicado, nunca abandona Seus irmãos matriculados na escola de redenção que se chama Terra.

Alma abnegada, ama sem discriminar e perdoa sempre.

Compreende a pequenez humana e releva as fraquezas dela decorrentes.

Jesus é o farol sempre aceso a nortear os caminhos, do qual estamos há apenas uma oração de distância.

***

O amor de Jesus por Seus irmãos da Terra é tão grande que O fez sofrer a cruz injusta...

Tolerar a dor...

Relevar o desprezo...

Dialogar com os presunçosos...

Ensinar os interessados...

Compreender os equivocados...

E, por fim, colocar-se como o Bom Pastor dizendo:

"Tende bom ânimo! Eu estou aqui". "Nunca estareis a sós."

Redação do Momento Espírita

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Conceito de ser um verdadeiro amigo




Nesta vida inteira vi muitas definições de “amigos”, nenhuma tão verdadeira quanto esta, que tenho agora comigo.
Não foi uma definição escrita, lida, ou mesmo falada.
Foi sua atitude bonita, sem ter pedido nada.
Não poupou as palavras, ditas com sinceridade.
Foi leal, foi fiel, sem nenhuma maldade.
Abusou da fraqueza dizendo o que achou que deveria, mas mantendo a fineza que uma dama merecia.
Mostrou-me o caminho que eu não deveria tomar, pois, como um pássaro cego, eu tentava voar.
Na profundidade desse seu gesto, pude compreender.
Você sabia muito mais de mim, do que eu deveria saber.
E nesse seu ombro amigo eu pude, inteiro, me apoiar.
Eu que só queria sua mão para segurar.
Para “amigo” não busco mais nenhuma definição, porque carrego esse seu gesto bem guardado no coração.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Meu silêncio


Minhas palavras não dirão
O que meu coração sente
Mas planto boa semente
No fundo do coração
Não troco um sim pelo não
Não troco sorrisos por lágrimas
Não mergulho nas mágoas
Quando me sinto sem chão
Pois procuro solução
Para aliviar meu espírito
Quando no fundo do abismo
Seguraste minha mão
Meus pés estarão firmes
Na terra que Deus criou
Que cristo ressuscitou 
Que Deus deu o perdão
O pecado de Adão 
Daquilo que ninguém crer
E Deus faz acontecer
Quando todos dizem não.


Escrito por: Adriano Santos

Tenho guardado na memória e no coração


Cada olhar brilhante que trocamos, Cada sorriso feliz que sorrimos... Cada aperto de mão que nós demos... Cada mensagem enviada, Cada palavra dita... Cada lágrima de alegria chorada E cada música ouvida
Cada conversa que tivemos Dentro da amizade, cumplicidade e afinidade tão grandes... Seria uma emoção de invadir o coração.. Saber que você guarda sempre em sua memória: Que eu te amei, te amo e te amarei... Pois não há distância que afaste um grande amor... Nem tempo que faça esquecê-lo.. Nem barreiras que não sejam vencidas por Deus... Mesmo que hoje você não consiga ver que é especial... Você é muito especial pra mim. Te Amo...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Abraço de Deus


É uma avó que conta que, certo dia, sua filha lhe telefonou do Pronto-Socorro. Sua neta, Robin, de apenas seis anos, tinha caído de um brinquedo, no pátio da escola, e havia ferido gravemente a boca.

A avó foi buscar as irmãs de Robin na escola e passou uma tarde agitada e muito tensa, cuidando das crianças, enquanto aguardava que a filha retornasse com a menina machucada.

Quando finalmente chegaram, as irmãs menores de Robin correram para os braços da mãe. Robin entrou silenciosa na casa e foi se sentar na grande poltrona da sala de estar.

O médico havia suturado a boca da menina com oito pontos internos e seis externos. O rosto estava inchado, a fisionomia estava modificada e os fios dos cabelos compridos estavam grudados com sangue seco.

A garotinha parecia frágil e desamparada. A avó se aproximou dela com o máximo cuidado. Conhecia a neta, sempre tímida e reservada.

"Você deseja alguma coisa, querida?", perguntou.

Os olhos da menina fitaram a avó firmemente e ela respondeu:

"Quero um abraço."

* * *

À semelhança da garotinha machucada, muitas vezes desejamos que alguém nos tome nos braços e nos aninhe, de forma protetora.

Quando o coração está dilacerado pela injustiça, quando a alma está cheia de curativos para disfarçar as lesões afetivas, gostaríamos que alguém nos confortasse.

Quando dispomos de amores por perto, é natural que os busquemos e peçamos: "Abrace-me. Escute-me. Dê-me um pouco de carinho. Um chá de ternura."

Contudo, quando somos nós que sempre devemos confortar os outros, mais frágeis que nós mesmos, ou quando vivemos sós, não temos a quem pedir tal recurso salutar.

Então, quando estivermos ansiosos por um abraço consolador nos nossos momentos de cansaço, de angústia e de confusão, pensemos em quem é o responsável maior por nós.

Quando não tivermos um amigo a quem telefonar para conversar, conversemos com Nosso Pai. Sirvamo-nos dos recursos extraordinários da oração e digamos tudo o que Ele, como Onisciente, já sabe, mas que nós desejamos contar para desabafar, aliviar a tensão interna.

Falemos das nossas incertezas e dos nossos dissabores, sobre as nossas decepções e nossos desacertos e nos permitamos sentir o envolvimento do Seu abraço de Pai amoroso e bom.

Não importa como o chamemos: Pai, Deus, Criador, Divindade. O importante é que abramos a nossa intimidade e nos permitamos ser acarinhados por Ele.

Ele sempre está pronto para abraçar Seus filhos, sem impor condições.

E se descobrirmos que faz muito tempo que não sentimos esse abraço Divino, tenhamos a certeza de que faz muito tempo que não o pedimos.

* * *

Victor Hugo, poeta e romancista francês, escreveu um dia: "Tenha coragem para lidar com as grandes tristezas da vida. E paciência para lidar com as pequenas.

E, depois de ter cumprido laboriosamente sua tarefa diária, vá dormir em paz.

Deus continua acordado."

Pensemos nisso. Deus está sempre acordado, e velando por nós.